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domingo, 4 de março de 2012

Alimente seu fogo sagrado...

Muitos textos filosóficos, religiosos, esotéricos e científicos falam sobre a paridade entre o que acontece no macro e microcosmo. Porém, mesmo com muito estudo às vezes é difícil aplicar esses conceitos no dia a dia. Até por que nós não temos a atenção voltada para nós mesmos. A nossa base de comparação e análise está na maioria do tempo processando as informações externas.

Faço aqui então, um paralelo entre o princípio religioso da oferenda e nossa maior "oferenda pessoal" que é o ato de se alimentar. Dessa forma você poderá entender mais profundamente do que se trata esse conceito, e passar a usá-lo de forma consciente. Uma melhora, mesmo que pequena, no nível da atenção pode gerar grandes mudanças em nossas vidas.


Ao compreender como se realiza um ritual, mesmo deixando de lado o significado religioso, esse ritual pode ser replicado em ações diárias que nos levem a acessar a capacidade de criação que o universo tem, e que está compreendida em nós, porém inutilizada por nossa falta de conhecimento, observação e ação consciente.

No Hinduismo a palavra पूजा ou Pūjā em Sânscrito significa: reverência, adoração, honra, ritual. Não vou entrar nos detalhes sobre os milhares tipos e formas de Pūjā, muito menos nos pormenores religiosos, mas para efeito educativo vou usar o fogo sagrado, sempre presente nesses rituais, como base para a analogia que proponho.

O fogo é a representação da Chama Divina na terra, e tem a capacidade de alterar o estado, a forma, e as propriedades entre outras qualidades, de tudo aquilo que é exposto a ele.

Durante um ritual o sacerdote alimenta o fogo na medida certa, para que ele não se apague por excesso ou falta de combustível, e coloca de acordo com uma ordem específica as oferendas no fogo enquanto mantraliza orações a Deus. Você que já viu, ou viu fotos, ou participou de algum ritual, ou nunca viu mas já ouviu falar, já se perguntou o porquê?

A resposta é simples, o fogo serve como condutor da energia do que está sendo oferecido na matéria, para o plano (mais sutil) espiritual. Novamente, não vou entrar em detalhes sobre a energia de cada um dos elementos que costumam ser ofertados em rituais. A idéia é usar esse exemplo como ponte para transferir e voltar a atenção a nós mesmos. Nós também temos o fogo sagrado contido em nós, onde? Estômago e Coração. Dois orgãos diretamente ligados. Mas não vou focar nesse ponto aqui, vamos seguir a linha de raciocínio usando somente o fogo da digestão como base.

Usando essa analogia simples,  tudo o que você come e bebe, passa por um fogo que transforma esse alimento em três diferentes porções, a quela que nutre seu corpo físico, aquela que nutre sua mente e aquela que é eliminada. Esse princípio foi descrito nos textos da Ayurveda (Medicina Indiana).

O importante é refletir sobre a importância da atenção com a alimentação. O que se come, como, em que estado de espírito, a qualidade do alimento, a quantidade, nossa relação com a comida, e outros elementos externos, alteram a nossa composição nutricional e energética.

Se transformarmos o ato de se alimentar num ritual com propósito, intenção, atenção e amor, poderemos transformar nosso estado de saúde, capacidade mental, e elevar nosso nível de compreensão do mundo que nos cerca.

Se num ritual o sacerdote dá ao universo a energia necessária para que nossos pedidos possam ser atendidos por "Deus" através da oferenda, porque não escolher nosso alimento de acordo com a energia que queremos gerar para nos abastecer?

Aqui fica minha proposição para reflexão... Aquilo que você quer mudar, precisa ser transformado de dentro para fora. Mude o padrão de energia, e a mudança acontece sem esforço!

No próximo capítulo vamos falar de alguns alimentos comuns e muito consumidos, mas que devem ser evitados...


Ps.: A foto foi tirada pela Bete (minha companheira de quarto), em Varanasi, durante o Aarti (Ritual que faz parte the um Pūjā).


 










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